sábado, 7 de fevereiro de 2009

Anotem aí!

Novo endereço: http://jbriao.wordpress.com/

sábado, 18 de outubro de 2008

Goodbye, my ghost!


Quando estamos com raiva, geralmente não conseguimos evitar e explodimos, porém, quando estamos chateados, nos calamos. Muitas vezes sem nem perceber. E é assim que estou vivendo hoje, calada.

Não que isso seja algo bom, mas sinceramente? Vou falar o que? Pra quem? Porque? A vida é assim, cheia de altos e baixos, um dia você acaba caindo. E quando a queda é rápida, digamos que é melhor.

Estou calada por opção. A raiva ainda esta dentro de mim, porém, mais calma. Não cheguei a sentir dor na hora do ocorrido, mas antes dele nem alegria senti. Parecia que eu sabia, parecia não, eu sabia. Com certeza, há muito tempo, eu já sabia. Acho que nasci sabendo, nasci com isso traçado.

Há certas coisas na vida que não podemos fugir. Já escrevi rancores aqui, como já escrevi coisas lindas. Hoje, escrevo a minha indiferença e silêncio. Um dia isso passa.... e esse dia já está marcado. Somente esse fim de semana me permitirei a calar-me. Segunda-feira uma nova Juliana chegará, e essa sim, será a protagonista da sua própria história. Juliana essa que carregará cabelos novos, atitudes novas, sorrisos novos e a cima de tudo.... sonhos novos.

Prazer, eu sou Juliana Brião e estou começando uma vida nova, agora....

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Solidão

O tempo passou, e por vários motivos ela o deixou ir. Não queria ser mais a sua sombra, ou a mulher que estava sempre ao seu lado, mas que nunca era vista. Suas traições, ela sabia desde o começo, conhecia-o bem. Os perfumes baratos de suas amantes ficavam impregnados nas suas roupas. Suas camisas brancas sempre voltavam com algumas marcas de maquiagem.

Nesse momento o que ela sentia era revolta e dor. Como pode se enganar tanto com esse homem, como pode acreditar que ele sentia quando ela ia embora, ora... ele apenas a queria por perto para não precisa se virar só. Ele a usava em tudo, desde sua empregada até como sua prostituta, era cômodo para ele, não precisava desembolsa nada. Por isso sempre corria atrás dela quando sentia que estava perdendo-a.

Sua vontade de vomitar era grande, em quando deixava aquele escritório imundo. O centro das traições dele era ali. Ela conseguia ver as cenas, sem mesmo nunca ter presenciado nada. O cheiro daquele lugar, a voz dele que a gritava, tudo lhe fazia enjoar mais. Ela sabia o quanto não seria fácil correr dessa vez, ainda mais sabendo como ele agiria nos próximos dias, mas não poderia se render novamente.

Os meses se passaram, depois daquele dia fatídico. E ele fez o seu papel de homem arrependido, correu atrás, mandou flores, lhe deu um carro, jóias. Mas no fundo sabia o quanto aquilo tudo não a traria de volta. Conhecia a mulher que tinha nas mãos, e se arrependia amargamente em ser um cachorro. Isso que por anos ele se gabou em ser. Só ele e Deus sabiam o quanto estava arrependido. Por meses a fio ele andou atrás dela, procurou por seu rosto em todas as mulheres que via. Mas era inútil, sua procura o fez cansa, lhe fez então se adapta a vida sem ela. Sem aquela que por muito tempo tratou mal.

Ela desaparecera do país, não queria mais correr o risco de virar uma esquina e da de cara com o homem que a fez sofrer por anos. Porém, não conseguia esquece-lo mesmo que quisesse, ele estava impregnado em sua alma e em forma de gente a sua frente. Era incrível como sua vida iria giraria em torno das lembranças dele, para sempre. Mas ela teria que ser forte, já que agora não estava mais sozinha. Mesmo negando, sabia que algum dia teria que volta a encarar o homem por quem ainda era apaixonada. Mas o que lhe deixava mais tranqüila era a certeza de que aquilo não ocorreria tão cedo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Meme

*Há 10 anos:

- Eu tinha 11 anos de idade e me achava a adulta
- Era fã dos Backstreet Boys
- Sonhava em casa com o Kevin Richardson (um carinha da banda)
- Nunca tinha me apaixonado na vida
- Olhava a MTV todo o dia

*Há 5 anos:

- Tava no segundo ano do ensino médio
- Conheci as melhores amigas daquele ano
- Passava por uma fase de muita ilusão
- Quase rodei de ano
-Achava que realmente iria amar e ser completamente apaixonada pelo cara que estava namorando, até o fim dos meus dias. Foi o ano que eu mais sofri.

*Há 2 anos:

- Entrava na faculdade
- Tive a minha primeira aula com o Pedro Osório e vi que o negocio não era mais brincadeira
- Eu vi o Inter ser campeão da América e do Mundo
- Conheci a guria que ia me apresenta o cara que eu me arrependo ate hoje não ter aceito o pedido de namoro dele
- Me questionei pela primeira vez se realmente era Jornalismo que queria

*Há 1 ano:

- Conheci o dobro de pessoas que já conhecia
- Descobri através do orkut que o cara que tinha me pedido em namoro seguiu a sua vida e estava com outra
- Conheci o meu eterno fantasma
- Comecei a ver realmente quem eram as minha amigas de verdade
- Passei dois meses na maior depre sem saber o por que e até hoje não sei.

*Há 6 meses:

- Resolvi começar o ano sem pensar mais no meu fantasma
- Tive umas férias conturbadas, mas boas
- Me estressei muito com a faculdade
- Conheci pessoas novas, umas nem precisava ter conhecido
- Criei esse blog e três meses depois criei o Notícias.

*Há 1 mês:

- Estava fazendo aulas praticas para tirar a carteira de motorista
- Conheci o cara que ia me encher o saco
- Passei de primeira na prova prática
- Tive uma grande aproximação com o meu eterno fantasma
- Passei um tempo confusa, mas depois me decidi.

*Há 1 semana:

- Fui a Pelotas vê o meu Tio que esta internado no hospital
- Percebi que a qualquer hora, coisas muito ruins pode nos acontecer e elas não manda avisar
- Matei aula
- Me aproximei de um colega muito legal, que me fez vê que não sou só eu que tenho problemas amorosos
- Iniciei minha experiência de hibernação com um fim de semana com muita chuva

*Ontem:

- Percebi que por mais que eu não veja, tem pessoas me observando
- Tive uma aula muito chata
- Conversei muito com meu colega de van
- Tomei a maior decisão em respeito ao fantasma
- Demorei pra dormi pensando na vida.

*Hoje:

-Eu acordei tarde
-Descobri o quanto o meu lado frio sobre assuntos amorosos esta fazendo efeito nas pessoas
-To respondendo isso aqui
-Matarei o meu inglês
-Terei uma aula de Teorias do Jornalismo junto com a Gabi.

*Amanhã:
- Só Deus sabe....


Passo pra Andressa Xavier e pra quem mais quiser....

sábado, 6 de setembro de 2008

Fragmentos de uma vida

(...)As aulas acabaram, Eduarda tinha começado a fazer um curso e nele tinha conhecido um rapaz. Adriano era o tipo cafajeste que toda mulher adora, e ela não seria diferente. Mas ela era decidida demais pra ele. E se apaixona por ele iria além dos seus princípios, mas não se negou em deixar o tempo dizer o que era certo.


Um mês depois...

Era mais uma noite normal de aula na faculdade, elas tinham começado e já tinham voltado a serem extremamente irritantes. Mais uma vez, uma aula chata durante a semana e mais uma vez os convites de cerveja no bar à frente da faculdade começavam a ser irresistíveis. Duda iria para lá com sua amiga, não teria nada a perder, somente uma falta a ganhar.

Assim foram somente as duas, era muita vontade de tomar uma cerveja, pelo menos da parte de Giovanna. Quando atravessaram a rua Duda tremeu ao perceber quem estava dentro do bar. Sim, por mais que ela não quisesse acreditar ela o reconheceria até mesmo no escuro total. Sua vontade era de volta, mas era tarde de mais. Em quanto seu cérebro gritava “volta”, porém, suas pernas a levavam para dentro do bar. Era hora então de encara-lo de frente novamente. Ao cruzar com ele foi obriga a parar do seu lado, já que tinha que comprar a bebida ali.

Ela tinha prometido não querer mais saber dele, tinha jurado pra si e para todas suas amigas. Mas o destino resolveu brincar com a sua cara de novo. “Ele” resolveu lhe guiar mais uma vez para os braços do senhor “homem perfeito”. Para os seus braços na volta no pescoço dela, que somente ele fazia quando a cumprimenta. Para as palavras de “Oi Duda”. Para os olhos dele que falavam mais que suas frases. Mas quando ela se viu, estava sentada em uma mesa de bar com Gustavo. O mundo mais uma vez tinha parado de girar, para ela só existia os dois novamente.

Frases diversas correram por sua boca por uma hora e quinze minutos. Porém, por diversas vezes os dois conversavam muito por olhares. Sua amiga que estava na mesa, nem percebera os olhares inapropriados que ele lhe dava, olhares esses que não paravam em seus olhos. E por muitas vezes não disfarçava, não se importava com o que ela ia pensar queria olhar, mesmo sendo flagrado. E ela por sua vez, queria ficar mais horas conversando com ele.


Sua vontade era de pergunta porque não tinha dado certo, mas se sentia inapropriada para isso, já que tinha provocado uma briga sem razão. Porém, depois da briga era a primeira vez que os dois se viam e tentavam conversa animadamente. Ele parecia então ter entendido que suas ignoradas a incomodavam. Afinidade? Por mais que ele negasse e ela quisesse acreditar no próprio, eles sabiam que tinham. E que no fundo a atração que existia entre os dois era enorme.

Ela tentava não se iludir e ele apostava na tática de não ser tão simpático, porém, seus gestos e palavras o denunciavam. A aceitação tão rápida de ir sentar com ela na mesa do bar, denunciava sua vontade de ficar perto. E os papos sobre religião o deixava a vontade para falar o que pensava sobre. Ela nunca tinha visto ele desse ângulo, para ela era mais um rapaz serio que ela tinha se encantado e ele por sua vez, a achava querida, porém, séria e determinada demais, determinação essa que criava barreira para eles. E por mais uma vez aquela celebre frase se afirmava mais uma vez com os dois: “A bebida entra e as verdades saem.” E “as verdades” dos dois era simples, ficar um perto do outro era realmente algo bom.

Nem viram as horas passarem, quando ela se deu por si já era 22 horas e ela tinha que volta. Ele ficou sem saber o que fazer muito, pensou e viu que o melhor a ser feito era levantar para dar um beijo no rosto dela. Sem pensar muito ela levantou pegou sua bolsa e o abraçou seguindo de uma frase perto do seu ouvido “a gente se fala, qualquer coisa grite.” Ele respondeu do mesmo jeito. Gustavo deu tchau para a amiga que a acompanhava, foi simpático com ela, mas por vez ficou em pé vendo elas saindo do bar. Reparou em algo, quando ela deu aquela espiada já na porta ele estava a olhar. E por mais uma vez ela voltou feliz para casa.

Sua amiga, que até pouco tempo era contra ele, acabou por admitir que ele era realmente muito legal e bonito de fato. Porém, mesmo assim ela sabia que não podia se iludir novamente, voltou para sua casa animada, mas quando se viu só percebeu o quanto aquele encontro tinha mexido de uma forma inexplicável em seus sentimentos até então dado como mortos.

Mas como sempre, ela, recebeu noticias que não a deixaram tão animada no outro dia. Ele tinha sido visto com outra duas semanas antes em um bar da cidade. Seu amigo que lhe deu a notícia, sorriu e comentou que não entendia os dois, já que ambos estavam dando um em cima um do outro, mas tinham “amigos” por fora. E mais uma vez ela se foi. Sem da explicações nem mesmo para o seu interior. Se fosse pra ser, seria, mas algo a fazia pensar mesmo assim. Sabia que por mais que dissesse, algo a fazia insistir nos dois. Porém, mais uma vez não era a hora certa. Se é que algum dia existiu a hora certa.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Tudo muda...

Quando está tudo desmoronando, que não há mais jeito, você aparece e me salva. Quando estou a beira de cometer um dos maiores erros que já cometi, lhe vejo e tudo muda. Você me força a pensar duas vezes, me faz mais uma vez investir em nós, mesmo sabendo que no fim será só mais uma tentativa.

Não fico mais braba, não me estresso mais com o seu jeito desligado. Sei que você vê tudo, até naqueles detalhes que nem eu mesmo me vejo fazendo. Seu olfato é bom, hoje eu vejo de quantas furadas me “escapei”, só porque antes de faze-las lhe vi. E de quantas vezes quis seu pescoço, mas quando tive a oportunidade de tira-lo com minhas próprias mãos, recuei.

Só eu sei o que sinto. Esse misto de raiva com alegria. Não é paixão, muito menos amor, mas também não é nada passageiro. É o mistério do “será” que me encanta e me prende, é o não sabe onde pisa que me tira o fôlego. Essa insegurança toda que por anos disse que não suportava, mas que por ironia do destino é o que me prende a você. São seus olhos me cuidando aonde ando, mesmo quando nem os vejo, mas os sinto. São seus gestos, é a sua voz, seu cabelo que não pára muito tempo arrumado. É a vergonha que já me fez sentir ou que já me fez passar. Nossos papos de madrugada. E os pedidos de ajuda atendidos imediatamente, mesmo brigados.

É tudo que nos atraia um ao outro. Meu mundo fica melhor depois das nossas conversas, meu rosto fica mais vivo. Não preciso de você ao meu lado 24 horas por dia, nem todos os dias da semana, mas somente um dia, um dia perdido no calendário me ajuda a respirar fundo e pensar duas vezes. Posso dizer que hoje, tu és um anjo, o que me tira das roubadas, que me faz enxerga algo que estava na minha cara, mas que por cegueira do momento não vi. Só pelo simples fato de aparecer na minha frente.



“(…) 'Cause you're my fella, my guy
Hand me your Stella and fly…
…I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was trouble
You know that I'm no good…

(…) Just friends, just friends... "

(Amy Winehouse – You Know I’m no good & Just Friends)

sábado, 23 de agosto de 2008

Não combina

Há quem diga, que ex-bom é ex-morto. Eu não concordo com isso, pelo menos, hoje em dia eu não concordo mais. Claro, já tive uma vontade imensa de mata o desgraçado do meu ex-namorado, por tudo que me fez sofre. Por me bloquear, por me fazer ter medo de encarar outro relacionamento sério. E por me fazer lembrar dele quando escuto alguém falando que está sofrendo de amor. Realmente só eu sei o que passei com ele. Mas hoje não tenho mais raiva dele, foi um aprendizado. Compreendi que o negocio não é se entregar completamente, mas sim ir aos poucos.
Depois dele, tive um único pedido de namoro. Sim, único, já que, só consegui ser eu e deixar alguém me ver assim com sou, só pra mais uma pessoa. E por mais que eu achasse que gostava dessa pessoa, não aceitei o pedido. Todos os meus amigos me disseram que eu era uma boba, que se tinha dado certo, que se eu gostava de ta do lado dele, pois conseguia me sentir bem, por quê não tentar? Simples, todas essas respostas foram positivas, mas eu não estava realmente apaixonada.
Sim, eu não aceitei, mas fiquei enrolando o garoto. Porém, ele foi seguindo a vida dele. Aqueles encontros que era realizados todos os dias, viraram um dia sim e outro não, depois passaram para semanal, até o momento que virou mensal e quando isso ocorreu eu realmente vi, que para mim, tanto fazia a existência dele na minha vida ou não. Por mais que isso soe maldoso, mas sei que pra ele também aconteceu à mesma coisa.
Aquela paixão que ambos achavam que estavam sentindo na verdade nunca existiu. Pelo menos de minha parte posso confirmar isso. Tanto que, meses depois ele começou a namorar outra garota (sim, ele era de compromisso sério, e eu era o cérebro masculino pensante na história, já que fugia). E eu? Bom, eu de cara fiquei em estado de choque, mas depois de uma panqueca com coca-cola e uma amiga de infância falando besteira do lado, já nem se quer lembrava mais dele.
Após 10 meses longe, outros caras entraram na minha vida, não namorei com nenhum deles, e somente um que eu não fiquei. Posso falar que vejo agora nitidamente o que todo mundo (inclusive, eu) não via. Nós realmente não combinávamos. Ele era Sagitariano e eu Capricorniana (ele é meu inferno astral, para os desentendidos do assunto). Ele é do interior e eu da capital. Ele é CDF até dizer chega e eu? Bom eu sou da turma do fundão, mas da parte dos que se formam. Ele nunca matou aula. E eu, já matei duas aulas seguidas da cadeira mais fudida do meu curso. Ou seja? Como eu ia namorar com um cara que olha pra mim e diz: “Bah, eu nunca matei aula na minha vida. Só quando fico doente, isso quando realmente não da pra ir.”
Agora me digam vocês, que pouco me conhecem, mas pelo menos com esse pouco conseguem saber. Nunca ia da certo, né!? Não é pelo fato de matar ou não aula, mas sim por tudo. Opostos se atraem? Não! Eles se distraem, DISPOSTOS se atraem. Sou muito “turma do fundão” pra ele. Minha mãe com certeza ia amar ele. Eu disse minha mãe. Com o tempo isso ia ser desgastante, nunca uma jornalista boemia ia dar certo com um cirurgião dentista CDF, que precisa acorda cedo no outro dia. E que seja completamente certinho e não queira virar nenhuma noite. Nunca. Como ia me sentir à-vontade do lado dele e dos amigos dele? Ta eu os conhecia e sabia que eram pessoas legais. Mas o tempo com certeza estraga relações assim.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Relato de um homem "arrependido"

Como hoje é dia do solteiro queria posta uma texto legal. Mas estou muito envolvida com o meu "livro-conto" então não consegui escrever nada. Porém, graças a minha amiga Joice, recebi esse texto por e-mail.


Realmente não sei quem escreveu. Se alguém souber por favor me avisem para eu colocar os créditos. Vamos ao texto.


"Tudo bem... queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas... Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: Oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda semana... O amor bate na tua porta. Tudo básico, até virar uma rotina sem graça... Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista...

Você pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento. E a boa menina se transforma numa MALA, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender... JÁ ERA. Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: O que eu fiz?? Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo...

Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite... ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos.

GRANDE DESILUSÃO. Você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque você não está satisfeito.

FRUSTAÇÃO. Daí, por mais que não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás...ela podia ter seus defeitos mas era uma menina legal... que ficaria ao seu lado te dando valor...

Enquanto isso a boa menina, chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela...daí essa dúvida vira ANGÚSTIA, que vira RAIVA. Daí, a menina manda tudo a PUTA QUE PARIU!!!

Não quer mais saber de nada, só de sair, zuar, dançar e beijar outros caras!! Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada ou chateada..Muito bem!!! Acabamos de criar uma MONSTRA...O tempo passa e a gente continua na mesma..volta a reclamar da vida e das mulheres..Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós... ou será que nós é que fomos os cachorros????

Elas são assim por culpa nossa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente...Provavelmente essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí...Eu a perdi pra sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora e a encontrei na balada..e ela???...

....Nem olhou pra mim... mas estava mais linda do que nunca..."



Pois é meninos, isso realmente acontece não tem como negar. Não podemos dizer que todas são assim e nem que somento ocorre com mulheres desiludidas. Mas que acontece, acontece!
Por fim, feliz dia do solteiro a todos. \o/

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Carreira

A cada dia que passa me desiludo mais, não somente com a vida, mas também com os objetivos que escolhi. Quando era pequena, achava que medicina era a minha área. Porém, com o passar do tempo descobri que teria que estudar muito para passar. Até porque uma faculdade paga de medicina é quase 15 mil por semestre. Meus pais ainda não são ricos. E passar na pública, seria o sinônimo de anos pagando cursinho e uma dedicação que eu não estava disposta a me doar.

Com então 14 anos no fim da oitava série decidi: vou ser jornalista (prometo que essa seção nostalgia acaba logo). Meu pai nunca me disse nada, mas sempre soube que essa não era seu desejo. Acredito até hoje que ele só queria o meu bem, quando deixava no ar a sua vontade para eu fazer Direito ou Comercio Exterior, “vais ganhar bem nisso, para que passar trabalho?”. Mas algo dizia que não seria feliz, então continuei firme e forte na minha decisão. E assim foi e é. Sei que o meu pai até hoje tenta me convencer que o melhor de tudo é troca de curso, chega a me presentear com calculadoras. Mas sei que nasci para ser jornalista, não há outra área que vá me realizar.

Mas como tudo na vida chega uma hora que caímos na real. Comecei nessa minha dolorosa “tarefa” por assim dizer, no meu primeiro dia de aula. Meu professor acabou por me assustar, dizendo que Jornalismo não dá dinheiro, que passaríamos fome, e que então nunca seriamos reconhecidos pelos esforços. Hoje em partes concordo com ele, sei que não serie rica, sei também que muitos dos meus esforços vão ir por água a baixo, porém, sei também que como ele não há outro lugar. E que estou aqui até hoje porque quero ser uma jornalista, e pouco importa o sucesso, quero ter o meu sucesso interior.

A cada dia que passar dessa semana vou está me despedindo em partes da minha profissão. Não sei se cairá o diploma ou não, mas sei que depois de dois anos na faculdade foi a primeira vez que eu “olhei pro lado” e pensei em outro curso. Depois de anos entendi o que meu pai falava, dinheiro é importante e sonhos não enchem barriga. Acredito que meu curso não será mais um que foi pelo ralo, mas estou me preparando para o pior. Sei que se o diploma cair, vou ser obrigada a trocar de curso, não pelos meus pais, mas sim por mim só. Por mais que saiba que o meu lugar é onde estou. Tenho consciência que se era difícil com diploma, sem será impossível. Não quero salário de fome, quero pelo menos pagar um colégio particular para meus filhos.


Sempre fui uma pessoa muito pé no chão, mas a cada mês/ano que passa estou me sentindo traída pelos meus sentimentos de luta. Vejo que os meus esforços mais bobos, como de tentar ter um mundo mais limpo, ser mais feliz e aceitar as pessoas como são, está complicado. Agora com a minha tão sonhada carreira se ruindo. Vejo que o melhor a fazer é nunca sonhar. Por essas e outras acredito cada vez mais em uma simples frase batida por muito, porém, a verdadeira cara de um brasileiro. “A arte de viver da fé, só não se sabe fé em que!”

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Morar sozinha

Às vezes me pergunto se conseguiria essa façanha. Sou uma pessoa carente por natureza, tenho medo de escuto e sempre tenho que ta conversando com alguém. Confesso que quando mais nova queria, hoje vejo que enlouqueceria.

Acredito plenamente que não consigo morar sozinha, pelo menos agora. Sou muito ligada aos meus pais, não que eles me tratem como o bebê da família. Sou tratada como uma mulher de 21 anos. Tudo bem, sou mimada sim, porém, isso com certeza não seria problema para não querer morar sozinha. Sei cozinhar, lava a louça, roupa, passar e limpar a casa. E pra mim, pelo menos, não é isso o que realmente importa para decretar se alguém pode ou não morar sozinho. Lógico se alguém quer, pelo menos noção tem que ter, se não vai sofrer muito.

Todos nós podemos morar sozinhos, basta ter uma renda fixa e razoavelmente boa que de pelo menos pra se sustentar, sim porque eu vejo que no momento que tu sai de casa, papai e mamãe não são mais responsáveis por ti e é claro ter um pouco de responsabilidade e é isso, acredito. Mas para mim entraria ai outros quesitos. Não poderia ter animal de estimação, pois
trabalharia todo dia e teria faculdade à noite, como vou viver sem um cachorro? Impossível. Não teria com quem conversa toda hora, como vou viver muda? Impossível. Ok, já escutei de um professor que ele por morar sozinho há muito tempo já conversava com a chaleira. Eu não quero perder a noção.

Tudo bem, todo mundo tem seu ponto de vista em relação a isso. Sei que não é o fim do mundo e também sei que algum dia, se preciso terei que optar por esse item, mas se for possível quero fazer isso quanto estiver de mudança para Paris. Aqui em Porto Alegre? Nunquinha, seria só um gasto a mais. Tenho os meus pais e a minha liberdade, não preciso morar sozinha pra isso. Fora que a minha casa com certeza seria uma bagunça. Não consigo colocar o açúcar no açucareiro sem fazer sujeira. Imagina a tristeza. Para aqueles que conseguem morar sozinho e ter uma lata de ervilha no armário, parabéns! Mas os independentes que me desculpem, mas mora com os pais não é sinônimo de dependência e sim de escolha.

 


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